No divã do Filho Pródigo

 

Uma leitura psicanalítica da Parábola do Filho Pródigo

O texto da bíblico da Parábola do Filho Pródigo (Lc 11:15-32)  parece mais o desejo típico de alguém que nasce, cresce e quer sair do casulo, ter seu lugar, sair da sombra do pai, pegar os bens, no caso a herança, e conquistar o mundo. Tal situação nos leva ao pensamento freudiano que aponta nesta herança o resultado do sepultamento do complexo de édipo e a formação do superego literalmente; o acima-do-eu num primeiro momento, apresentado como Eu ideal, imagem de perfeição resultante de identificações narcisistas que colocam o sujeito como tendo condições de SER o ideal assumindo o lugar de Deus. É no Homem-Deus que aparece o desejo além do princípio do prazer, ou, seja, desejos destrutivos porque onde se viu um filho fazer isso com o pai?

É patético a forma como a igreja ensina seus fiéis e os mesmo reproduzem um comportamento que de fato contribuem para diversas formas neuróticas, principalmente na formação obsessivo-compulsiva de lidar com as exigências da pulsão, daí pegando esta passagem no qual o filho pródigo lida com os “porcos” quando o sujeito procura o analista/terapeuta expressam que vivem uma “porcaria” de vida, tentando comer das bolotas dos porcos, isto é, se alimentar do sintoma que consiste em lidar com a sujeira da pulsão por meio dos rituais, porém da mesma forma que na literatura, o neurótico obsessivo não se sacia com seus rituais, a fome continua criando vazios cada vez mais desesperadores e, preocupante não é mesmo? Aos pais uma dica do Tonny Sousa, nos dias atuais, o papel da igreja, o modo de lermos a bíblia, mas ler mesmo não ouvir o pastor lendo e reproduzir o conveniente e assustador, ter regras dar limites os filhos mas entender que eles precisam conquistar seu espaço dentro do grupo, dentro da sociedade, que eles irão sair e voar e é necessário que saiam da sombra dos pais, e isso não quer dizer que os mesmos nãos os amam! Só precisam entenderem que dentro de um processo educativo, há limites, diálogos.

Texto Produzido pelo Psicólogo e Coach Tonny Sousa

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