O Mito de Lilith e Luta feminista

Não é de hoje que a mitologia é discutida e explorada por pesquisadores, na maioria das histórias tem caráter religioso ou popular é essencial lembrar- nos que os gregos tinham uma crença religiosa e popular, portanto acreditavam em deuses e lendas. As figuras da mitologia vinham com forma semelhante à forma humana e simbolizavam  emoções, sentimentos, fatos ocorridos e muito mais.

Segundo Jung(1978) para compreender  o ser humano é essencial entender os mitos e  através que ocorrem as demonstrações dos arquétipos , ou seja, parâmetros vindos do inconsciente coletivo da humanidade que criam a base de formação da psique humana. Os arquétipos possui como função propagar atitudes dos homens, dar um significado ao mundo e à existência humana.

O mito Lilith foi citada no antigo Testamento e vista em algumas culturas como um demônio, sua historia pode ser encontrada em diversos documentos há uma referência na Cabala, onde Lilith é mostrada como a primeira mulher de Adão, personagens bíblico do mito de Adão e Eva e em uma dessas passagens bíblicas Lilith, o demônio  em forma de serpente influencia Eva a provar o fruto proibido. Criada por Deus Junto com Adão da mesma matéria, do barro, Lilith se recusava durante o ato sexual ficar sempre por baixo, insatisfeita exigia igualdade, liberdade de agir, de escolher e decidir, porém quando percebeu que não seria possível à igualdade se rebelou e decidida a não submeter- se a Adão resolveu abandoná-lo, foi para a lua onde se envolveu com lúcifer.

Na revolução sexual dos anos 70 muda o conceito de Lilith, já não é mais considerada mais um símbolo de repressão, sim um pedido de socorro, de busca da integração dos instintos da psique feminina.

O machismo esta encravado na sociedade patriarcal e capitalista, infelizmente mulheres morrem e sofrem todos os tipos de violência, por causa de uma cultura que reafirma todos os dias que a mulher é inferior ao homem.

O mito contemporâneo Lilith é atual, esta relacionada às mulheres que não se submetem a uma sociedade patriarcal, e independente se ela existiu ou não, esse mito não se esgota e um estudo mais complexo deve se incorporar as contribuições de Eva, Pandora e por Maria, por exemplo.

Esse foi um pouquinho do trabalho feito na minha pós graduação na matéria de “Arte terapia e Psicologia a dimensão simbólica” dispus da felicidade em fazer e saber sobre esse mito, se existiu ou não nos faz pensar na luta pela igualdade da mulher, luta essa antiga.

 

.

Pesquisa realizada pela estudante de arteterapia (pós- graduação) e Psicóloga Formada Simone Pereira– CRP 06/132343  Contato: Symone_pereira@hotmail.com

Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *